
Ele chegou a casa já com vontade.
Ao fechar a porta, ela passou por ele, saída da casa de banho onde os miúdos chapinhavam e atirou-lhe um beijo rápido.
Seguiu-a. Primeiro com o olhar e depois com o corpo. Estava quente e ela, ligeira, tinha só um vestido que esvoaçava com o andar, moldado ao corpo apetitoso. Aquela cintura bamboleante punha-o louco...
Agarrou-a na cozinha.
- Então, então, então?... Dá cá um beijinho...
Ela beijou-o rapidamente e afastou-se logo para pôr a roupa a lavar, quando foi parada pelo braço dele. Voltou-se. Os olhos cruzaram-se...
- Eles estão no banho?...
- Estão...
- Então não vão sair... já….
- Ainda não... – disse ela sorrindo matreira, enquanto um dedo dele passeava-lhe pelo decote.
- Óptimo! – disse ele enquanto lhe passava uma mão pelo pescoço
Agarrou-lhe nos cabelos e puxou-os levemente, expondo o lado do pescoço. Aproximou-se... e parou. Ela abriu os olhos. Então? Sentia-o a milímetros da sua pele, sentia a sua respiração, mas não havia contacto. Estava a brincar com ela. Agarrou-o e puxou-o para si.
Ele atacou! Beijou e lambeu-lhe o pescoço como um louco. Ela gemia. Deu-lhe uma mordida. Ela agarrou-lhe na cabeça e beijou-o. Línguas entravam e saiam, brincavam, lambiam-se, saboreavam-se.
Afastaram-se, lambendo os lábios, como se tivessem comido um doce.
E tinham...
Tirou o casaco e começou a desapertar a gravata. Ela puxou o vestido, mostrando as coxas. Quando ele começou a abrir a camisa , já uma mão dela se tinha infiltrado por debaixo da tanga e mexia-se vagarosamente, sobre os lábios húmidos e mesmo mais fundo.
Encostaram-se e ele puxou-lhe o vestido para baixo, expondo os ombros e as mamas. Beijou-as. Mordeu-lhe os ombros enquanto as mãos dela passeavam-lhe pelo corpo ora como borboletas ora como garras. Detiveram-se nas calças e desapertaram-nas, caindo no chão com um ruído metálico do cinto. Ela agarrou o membro dele, duro e teso, quase a rebentar e começou a acariciá-lo. Ele correspondeu e afundou os dedos nela. Masturbavam-se um ao outro de pé, os corpos colados a esfregarem-se ritmicamente, as respirações a tocarem-se, olhos nos olhos.
De repente ele virou-a e encostou-a si, acariciando-a toda, enquanto brincavam com as línguas uma na outra. Depois dobrou-a sobre a mesa da cozinha e levantou-lhe o vestido, descobrindo um rabo perfeito em forma de coração. Ela arrebitou-o irresistivelmente, chamando por ele. Desviou a tanga apenas o suficiente para permitir a penetração e entrou nela de uma vez, com um gemido a duas vozes. Ela agarrou-se ao bordo da mesa para acompanhar o movimento basculante dele, cada vez mais rápido, cada vez mais intenso, cada vez mais profundo. Fodiam-se desalmadamente, ali, seminus, agarrados à mesa da cozinha.
Vieram-se quase simultaneamente. Ele caiu sobre ela, inerte. Os dois ainda tremiam, ofegantes e encaixados um no outro, quando do fundo do corredor veio um grito:
- Mãeeee... Hó mãeeeeeeeee...
- Tenho de ir – disse ela num sopro
Ele endireitou-se e separaram-se com algum custo. Apoiado ao balcão olhava para ela, que se compunha rapidamente, com vontade de mais e um sexo ainda erecto e brilhante.
Beijaram-se e ela disse com um sorriso de menina travessa:
- Até logo... Depois continuamos! - E saiu para acabar de dar banho aos filhos.